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Outros Territórios é um conjunto de intervenções efêmeras que serão propostas para um bairro montanhoso em Belo Horizonte: o bairro Buritis. Será uma mudança instantânea em sua paisagem através da ocupação de diversas “palafitas” ao mesmo tempo.

Uma gama de espaços esquecidos, largados, ignorados e inusitados serão trazidos para a vida da cidade por meio de um evento que irá propor um campo de estudo aberto: as possibilidades latentes da cidade existente. Será uma oportunidade para testar novas ideias, trocar experiências e despertar sensibilidades; uma maneira de mostrar que pequenas intervenções podem gerar transformações duradoras (seja em termos materiais ou institucionais) com recursos limitados; e ser um instrumento para se pensar soluções alternativas na recomposição urbana de um tecido esgarçado como é o de Belo Horizonte.

As intervenções serão escolhidas através desta Chamada de Ideias, de caráter público e internacional, e irão compor uma exposição no inusitado Viaduto das Artes. Em momento posterior, as intervenções serão organizadas em forma de um Festival Cultural, quando se dará efetivamente a construção de algumas das propostas selecionadas.

Além de um roteiro livre de visitação às obras, Outros Territórios pretende se configurar como um espaço para debates em torno de questões relativas à cidade, explorando interfaces entre arquitetura, artes visuais, iluminação pública e paisagem urbana, e problematizando a gestão da cidade, os passivos ambientais e arquitetônicos, os vazios urbanos e o mercado imobiliário.

Lançamento da Chamada
06/11/2018

Envio das propostas e Inscrições
até 05/02/2019

Consultas
até 11/01/2019

Julgamento
11 a 15/02/2019

Divulgação online do resultado
18/02/2019

Abertura da exposição no Viaduto das Artes
março de 2019

organização

vazio aurora eduardo de jesus

patrocínio

mercantil

apoio institucional

iab pbh viaduto asbai

parceiro de mídia

youngbird

blog

Nova data de entrega

Caros participantes,
Devido às férias de janeiro, alguns jurados não estarão disponíveis na semana agendada para as seções do júri. Por isso, tivemos que adiá-las para fevereiro. A data limite da entrega das propostas também foi postergada para 5 de fevereiro -- favor consultar o novo cronograma na página inicial deste site.

Boa sorte a todos!

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publicado em 16 de Janeiro de 2019 às 09:00

Membro do júri: Marcos Franchini

Mais um (sétimo e último!) jurado. É Marcos Franchini, que vai representar a nova geração no júri OT.

Marcos possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-MG (2010) e é mestre em Ciências da Construção Metálica pela UFOP (2017). Atualmente, é professor na Faculdade Pitágoras no curso de Arquitetura e Urbanismo e já lecionou na graduação da UFOP, PUC-MG e na pós-graduação da Una.

Trabalhou com o arquiteto Sylvio de Podestá (2007-20111) e colaborou com os escritórios franceses Mu-Architecture e Archicop (2009). Participou do escritório Rizoma (2011-2012), com experiência em obras e projetos no Instituto INHOTIM.

Desde 2012 tem escritório próprio, tendo sido premiado em diversos concursos nacionais e internacionais. Marcos é um ferrenho desenhista. Seu trabalho é plural uma vez que se relaciona às parcerias que busca fazer em cada projeto, seja com outros arquitetos, designers, fotógrafos e artistas.

Marcos Franchini

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publicado em 10 de Janeiro de 2019 às 09:00

Buritis: em obras

buritis_em_obras

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publicado em 4 de Janeiro de 2019 às 09:00

Territórios Outros

Este é um breve ensaio por Eduardo de Jesus, um dos organizadores e também membro do júri de OT.



O espaço (social) é um produto (social)
Henri Lefebvre

Quais são os territórios que produzimos e inventamos nas disputas e interações típicas da vida cotidiana? Como produzir-inventar territórios no domínio heterogêneo da contemporaneidade entre real e virtual? Como operam esses espaços? Essas são algumas questões que pontuam e animam o projeto “Outros territórios” e que nos solicitam visões panorâmicas e transdisciplinares para perceber a complexidade presente nas operações entre fixos e fluxos que caracterizam os espaços e suas dinâmicas.

Os espaços com suas ocupações efêmeras, como propostos pelo projeto, deslizando por distintos campos do conhecimento como arte, arquitetura, urbanismo e geografia entre muitos outros podem acionar novas visões sobre as territorialidades, seus modos de uso e conexões com o entorno. Das potências acionadas pelas ocupações efêmeras podem emergir experiências que – na urgência da cidade e de seus agenciamentos – reverberam em nossos processos de subjetivação para alcançarmos novas formas de ver e interagir com a cidade e seus fluxos.

Se a permanência das formas mais fixas de ocupação dos espaços e territórios ativam nossa memória entre coletivo e pessoal, experimentar as proposições efêmeras (que podem deslocar-inventar usos e funções) é o mesmo que abrir uma linha de fuga para outras imaginações mais livres, como a construção de uma memória fugaz da cidade em movimento reconfigurando não apenas nossos modos de perceber espaço e tempo, mas todo o conjunto de relações sociais, culturais e políticas que afetam nossas experiências nos territórios da cidade.

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publicado em 2 de Janeiro de 2019 às 08:00

Membro do júri: Lúcia Koch

Mais um membro do nosso júri: Lúcia Koch. :)

Lúcia é artista multimídia, escultora e fotógrafa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutora em poéticas visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), onde hoje é professora. Participou da fundação do Grupo Arte Construtora (1992/1996), projeto coletivo de artistas cuja proposta era ocupar espaços inusitados com suas intervenções, produzindo-as de forma autônoma e com forte interesse por espaços domésticos e públicos; e do Jardim Miriam Arte Clube (Jamac, 2004 a 2006), realizando projetos artísticos na periferia paulistana. Entre as diversas coletivas de que participou, citamos a 2ª e 5ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul (1999 e 2005), Bienal de Pontevedra, Espanha (2000), Panorama da Arte Brasileira (MAM, 2001 e 2007), Bienal de Istanbul (2003), Bienal de São Paulo (2006), Aichi Triennale, Nagoya (2010), Bienal de Lyon (2011), Bienal de Sharjah (2013) e Prospect 3, New Orleans (2014), entre outras.

“A obra de Lúcia Koch pensa o espaço, o que pode passar pela referência a tipologias arquitetônicas, mas não necessariamente. É que a construção arquitetônica, embora seja parte do que constitui o espaço, está longe de defini-lo em sua totalidade.”

Lúcia possui obras em várias coleções públicas do mundo, tais como: Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAMAM (Recife, Brasil), MAM/SP, MAC/PR, MAC/RS, LACMA - Los Angeles County Museum of Art (USA), Fundación ARCO (Espanha) e Musée d'Art Contemporain de Lyon - MAC (Lyon, França), entre outros.

Lúcia Koch

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publicado em 28 de Dezembro de 2018 às 06:00

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